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História

      A antiga povoação de Nossa Senhora da Conceição das Lavrinhas teve início em 1848, quando três famílias mineiras, oriundos de Santana do Capivary (atual Consolação) e Santana do Sapucahy (atual Silvianópolis), se estabeleceram na colina às margens do Rio Lavrinhas e do Córrego Água Limpa, em terras adquiridas de um tal Joaquim Modesto, morador de Faxina (Itapeva). Descendentes de antigos garimpeiros do sul de Minas, seguiram os picadões de outros mineiros que se estabeleceram no sudoeste paulista. Eram eles Francisco Antônio da Silva e sua esposa, Mariana Joaquina do Espírito Santo; Antônio Joaquim Diniz Júnior e o Tenente José Rodrigues Simões. Antônio Joaquim Diniz era solteiro, casando-se no leito de morte com uma escrava alforriada, e não há muito dados sobre as origens da família Rodrigues Simões, embora tenha sido uma das mais influentes da nascente Itaberá.
       Anteriormente, não tendo contato no tempo histórico com os primeiros colonizadores, viveram tribos indígenas nômades nas margens do Rio Taquari, como apontam sítios arqueológicos na Fazenda São Luiz, na Fazendo São José (outrora pertencente ao espanhol José Fernandez) e esparsos no Distrito de Turiba do Sul. 
      Cabe lembrar que, ainda antes da chegada desses mineiros, o sul do município, onde hoje fica o Distrito de Engenheiro Maia, já era muito conhecido por ser atravessada pela antiga Estrada da Mata, caminho aberto e mantido pelo Barão de Antonina (João da Silva Machado), que ali tinha uma residência (o antigo casarão assobradado de taipa, criminosamente demolido em 1982). Por essa estrada, a única ligação segura entre o sul do Brasil e a famosa Feira de Muares de Sorocaba, passavam tropeiros tangendo milhares de cabeças de bovinos e muares dos campos sulistas.
      Como Lavrinhas ou Nossa Senhora da Conceição de Lavrinhas, ganhou sua primeira capela em 1862, que depois mudaria de lugar outras duas vezes, até se estabelecer no sítio atual, com construção datada de 1914.
No ano de 1870, tornou-se distrito policial do Município de Faxina (Itapeva). Com a elevação de São João Baptista do Rio Verde (Itaporanga) à condição de município em 1871, Lavrinhas é anexado à nova municipalidade. Dois anos depois, em 1873, volta a pertencer à Faxina.
    Contando já com mais de 2000 habitantes no Censo de 1872, o que era um fenômeno populacional para uma localidade nascida pouco mais de vinte anos antes, com moradores dedicando-se à criação de porcos, plantio de milho, tabaco, café, arroz e feijão, ganhou sua emancipação político-administrativa em 08/04/1891, através do Decreto Estadual nº 152, desligando-se de Itapeva. Comemora-se como a data da emancipação como 25 de abril porque esta foi a data da instalação do município, em ata assinada na casa do Coronel José Pedro de Lima. Tinha quase 4000 habitantes na ocasião.
     No ano de 1905, o município passou a ser denominado oficialmente como Itaberá, palavra de origem Tupi que significa “pedra brilhante ou pedra que brilha”. Era uma alusão às vãs tentativas de exploração de ouro e diamantes nos rios Verde e Lavrinhas, com histórias envoltas em lendas no início da ocupação do território municipal. Segundo o Padre Manuel Joaquim Domingues, tal exploração aurífera foi muito rápida, representando muito pouco na economia de Itaberá.
    Também é digno de nota que Itaberá, até 1905, era governada pelo Intendente Municipal, e o principal dele foi o vereador Coronel José Pedro de Lima. A partir daí, com a criação da figura do prefeito, Amador José Pereira assumiu essa função por diversas vezes até 1924. Assim como ele, as figuras do próprio Coronel José Pedro de Lima, Amantino Furquim de Almeida, Adolpho Bueno Pimentel e seu filho Leôncio Pimentel, Coronel Venâncio José de Macedo, Capitão Antônio Dias Baptista Prestes, João Rodrigues Simões, Lino Antônio de Amorim, Luiz França do Prado, Antônio Quarentei, Cornélio Domingues de Oliveira e Generoso Thomé do Couto são figuras que muito contribuíram para a evolução política e econômica do município.
Por estar localizada nas proximidades de Itararé e da fronteira com o Paraná, Itaberá assistiu à passagem de tropas na Revolução de 1924, na Revolução de 1930 e na Revolução Constitucionalista de 1932, não sem confrontos. O principal registro da situação de Itaberá em 1932 foi o diário escrito por Amador Pereira de Almeida, relato fiel dos acontecimentos que levaram à prisão dele e de Leôncio Pimentel, como “conspiradores” contra Getúlio Vargas, inclusive com a prisão de ambos em Ilha Grande (RJ).
   Sempre como um município de pequeno porte no sudoeste paulista, apesar de seus mais de 1.000 km2 de área, sua população gira em torno de 18.000 habitantes. Mas tal situação não impede que Itaberá seja um dos maiores produtores de soja, milho e feijão do Estado de São Paulo, já tendo sido também, na década de 1950 – 1960, grande produtor de trigo.
Extratos do livro “A saga de um Município: de Nossa Senhora da Conceição de Lavrinhas à Itaberá”, de Marcelo Lisboa e Maria da Glória Gonçalves, editado em 2015 pela Editora Canal 6, de Bauru - SP

 

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